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MAPA DE MIGRAÇÃO: FORMULÁRIO BNDES - COMPONENTE 02

Projeto: Mãos que Tecem a Floresta (Mestre 5.1)
Protocolo: Advocacy 5.1 (Rastreabilidade e Soberania Material)


Componente: Biorrefinaria de Bambu e Bioarquitetura Regenerativa

Frase Descritiva (até 500 caracteres):
Módulo de Bioarquitetura e Biorrefinaria que valida o bambu amazônico como “aço vegetal”. Articulado aos saberes femininos e à construção com terra, desenvolve domos, painéis e sistemas regenerativos para habitação de interesse social, saneamento ecológico e infraestrutura industrial de baixo carbono. Aplica o Protocolo 5.1 para garantir rastreabilidade total (DOI/Zenodo) e soberania tecnológica comunitária na bioeconomia da Amazônia.


Justificativa 1 (até 1000 caracteres):

O componente ataca o nexo entre déficit habitacional, exposição a doenças por falta de saneamento e o risco de incêndios em florestas de Guadua spp (morte semélpara). A biorrefinaria comunitária converte o bambu (passivo florestal) e resíduos agroextrativistas (açaí/castanha) em ativos de alto valor: colmos tratados, briquetes e carvão ativado. Estes alimentam a infraestrutura produtiva e habitacional resiliente. Ao contrário de modelos exógenos (cimento/aço), a rota Takwara 5.1 utiliza solda vegetal e biocompósitos para criar moradias adaptadas a cheias e solos encharcados. A justificativa fundamenta-se na transformação de passivos socioambientais em infraestrutura de bio-soberania, garantindo que o valor gerado permaneça no território sob gestão de cooperativas de mulheres e jovens, reduzindo a pobreza extrema e aumentando a resiliência climática regional.


Produtos e Serviços (até 2000 caracteres):

No âmbito deste componente, serão entregues: 1. Infraestrutura Sanitária e Habitacional Resiliente: Protótipos de Banheiro Seco Modular (BSM) e Banheiro Ecológico Ribeirinho (BER); unidades piloto de Habitação de Interesse Social (HIS) e galpões comunitários construídos em biocompósitos (Bambu-PU) e bambu tratado termicamente. 2. Núcleo Industrial de Baixo Carbono: Implantação de 01 Biorrefinaria Comunitária (produção de briquetes, biochar, carvão vegetal e extrato pirolenhoso) e 02 Unidades de Beneficiamento Primário (UBP) para manejo e pré-processamento de biomassa. 3. Programa de Educação e Mobilização "Domo Voador": Dispositivo itinerante (domo geodésico leve) para oficinas de tecnologia social, saneamento e bioconstrução nas comunidades-alvo. 4. Sistema de Monitoramento 5.1 (Digital Twin): Pipeline de dados geosspaciais (GitHub/GEE) para rastreabilidade de manejo e indicadores de impacto com transparência absoluta e registro DOI. 5. Serviços de Formação Remunerada: Programa de Capacitação em operação industrial, bioarquitetura e gestão sombra para sucessão comunitária, apoiado por 60 bolsas de aprendizagem.


Atividades necessárias (até 4000 caracteres):

As atividades organizam-se em fluxos síncronos: - Fluxo 1 (Engenharia e Indústria): Comissionamento de equipamentos de pirólise e briquetagem; construção de câmaras de tratamento térmico por vapor saturado; montagem de prensas modulares para tijolos e painéis ecológicos; configuração do workflow digital 5.1 no GitHub. - Fluxo 2 (Manejo e Logística): Inventário florestal participativo da mancha de Guadua; treinamento de brigadas comunitárias para extração segura e prevenção de fogo; estruturação de rotas de escoamento de biomassa. - Fluxo 3 (Intervenção Socio-Sanitária): Diagnóstico epidemiológico e habitacional; instalação assistida de módulos BSM/BER; mutirões de bioconstrução para erguer galpões-escola. - Fluxo 4 (Metodologia e Pedagogia): Caravanas itinerantes com o "Domo Voador"; oficinas de co-design para adaptação cultural dos protótipos HIS; produção de manuais técnicos e audiovisuais (Dossiês 5.1). - Fluxo 5 (Gestão e Governança): Formalização da SPE Comunitária; acompanhamento das bolsistas nos módulos de gestão industrial; auditoria independente dos indicadores OKR e publicação no Zenodo.


Metas relacionadas a este componente:

  • Manejo: 150 hectares sob manejo ecológico validado.
  • Faturamento: Projeção de R$ 1.2M/ano com venda de subprodutos da biorrefinaria.
  • Tecnologia: 05 Tecnologias Sociais documentadas com DOI.
  • Habitação: 1.200 m² de áreas construídas (HIS e Infraestrutura Produtiva).
  • Social: 120 pessoas capacitadas (min. 60% mulheres em liderança).

QUADRO LÓGICO-OPERACIONAL DOS PRODUTOS

Produtos Atividades/Ações Resultados (Metas) Indicadores (OKRs) Meios de Verificação Prazos (meses)
P1 BSH/HIS Diagnóstico, Co-design, Mutirão 60 Módulos BSM/BER; 5 HIS Redução de DRSAI Relatório Saúde; Laudo Técnico 1-48
P2 Biorrefinaria Comissionamento, Manejo, Ramp-up 01 Biorrefinaria Operacional 2.000t biomass/ano Dashboard Digital 5.1 (GitHub) 6-24
P3 Educação Caravana Domo Voador, Oficinas 120 pessoas formadas Taxa de Sucessão Comunitária Registros Zenodo; DOI Certificados 1-48

Abrangência Geográfica do Projeto

  • Área (Ha): 150.000 ha (área de influência do manejo e coleta).
  • Município(s): Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves (AC) e municípios em RR.
  • UF(s): AC, RR.
  • Territórios: RESEX Alto Juruá, Assentamentos Incra e comunidades quilombolas/ribeirinhas mapeadas.

Caracterização do público-alvo (até 2000 caracteres):

Mulheres provedoras, jovens em situação de risco e famílias tradicionais extrativistas (açaí e castanha). O público enfrenta déficit habitacional crônico e falta de saneamento em áreas de várzea. A intervenção foca na transição do trabalho informal para a gestão de ativos da bioeconomia, utilizando bolsas de formação como mecanismo de inclusão imediata e sucessão na governança da SPE Comunitária.


Geração de emprego e renda (até 1500 caracteres):

Criação de 120 ocupações temporárias (bolsas) e 40 postos de trabalho permanentes na gestão da Biorrefinaria e Unidade de Biocompósitos. A renda é gerada pela comercialização de briquetes (substituição de lenha), carvão ativado (filtros) e prestação de serviços de saneamento/habitação a órgãos públicos, garantindo sustentabilidade pós-projeto.


Situação Problema (até 10.000 caracteres):

A Amazônia enfrenta o paradoxo do bambu Guadua: um ativo biomas de alto crescimento que, sem manejo, torna-se combustível para incêndios catastróficos. Paralelamente, o déficit sanitário e habitacional em áreas remotas perpetua ciclos de pobreza e doenças hídricas. O projeto resolve isso ao "fechar o ciclo": o manejo do bambu previne o fogo e fornece a matéria-prima para a construção resiliente e saneamento descentralizado, onde infraestruturas convencionais (rede de esgoto) falham.


Orçamento total do componente (em R$):

R$ 25.380.957,00


Méritos e Riscos do Projeto (até 800 caracteres por campo)

Méritos: 1. Bio-Soberania 5.1: Domínio local da rota tecnológica do poliuretano vegetal e bambu. 2. Impacto Climático Integrado: Manejo de bambu (fogo) + Seqüestro via Biochar. 3. Inovação Social: Gestão por holding comunitária de base feminina com auditoria digital aberta.

Riscos / Mitigadores: 1. Risco Ambiental: Inundações extremas. / Mitigador: Bioarquitetura palafítica e modular BER. 2. Risco Tecnológico: Manutenção em áreas remotas. / Mitigador: Projeto de máquinas simples "Jesiel" e fabricação local de peças. 3. Risco Operacional: Baixa adesão comunitária. / Mitigador: Programa itinerante "Domo Voador" com pedagogia freiriana.


ANEXO I SALVAGUARDAS DE CANCUN

  • Alinhamento: Consistente com PPCDAm e Planos Estaduais (Combate ao Fogo e Bioeconomia).
  • Governança: Transparência total via Protocolo 5.1 e repositório Zenodo.
  • Conhecimentos Tradicionais: Respeito à coautoria e salvaguarda de saberes artesanais/extrativistas.
  • Participação Plena: Consentimento Prévio, Livre e Informado (CPLI) e gestão síncrona com as comunidades.
  • Conservação: Proteção da floresta natural via substituição de lenha nativa por briquetes.
  • Riscos de Reversão: Valorização econômica da floresta em pé via Biorrefinaria.
  • Emissões: Monitoramento georreferenciado 5.1 para evitar vazamentos de carbono.

ANEXO II CRITÉRIOS TRANSVERSAIS

  • Redução da Pobreza: Inclusão de famílias tradicionais no topo da cadeia de valor do beneficiamento industrial.
  • Equidade de Gênero: Prioridade para mulheres em bolsas de gestão e cargos de diretoria na SPE Holding.