author: - affiliation: Universidade de Brasília / Núcleo Takwara name: Takwara, Fabio Resck orcid: 0000-0001-8815-3885 date: '2026-03-04' H.5281/zenodo.18827106 keywords: - bioeconomia - amazônia - bambu - tecnologia social - arquitetura vernacular - soberania tecnológica language: pt license: CC BY 4.0 series: Série Técnica Plataforma Amazônia Regenerativa — Anais e Memória subtitle: Perfil Profissional e Trajetória na Plataforma title: 'Perfil Técnico: Fabio Takwara — Idealizador e Diretor' translations: en: OPS_perfil-fabio-takwara_en.md es: OPS_perfil-fabio-takwara_es.md pt: OPS_perfil-fabio-takwara.md type: Perfil Técnico version: '2.1'
Fabio Takwara — Diretor de Inovação Tecnológica
Função na Plataforma: Idealizador, Arquiteto do Sistema e Diretor de Inovação Tecnológica
Sede: Limeira, São Paulo — Brasil
Nascimento: 18/07/1966, São Paulo-SP
1. Trajetória
Artista, educador e pesquisador autodidata, Fabio Takwara atua desde 1983 na interface entre arte, educação ambiental e tecnologia social. Em 1984, integrou o projeto UniverCidade (UNIPAZ/Brasília), sob coordenação de Lídia Rebouças e Pierre Weil, onde consolidou a base de seu método de ensino técnico com comunidades. Em 1987, realizou oficinas profissionalizantes na ACEDEM (SP), com exposição aprovada por Marilena Chauí, marcando sua primeira experiência formal de tecnologia como instrumento de emancipação.
Entre 1990 e 1994, atuou na SEMATEC (Secretaria do Meio Ambiente do DF) e, em 1992, participou da abertura da Rio-92 com o musical Cerradim e seus Amigos. Em 2000, integrou a equipe de elaboração da Agenda 21 — Diretrizes Básicas pelo Ministério do Meio Ambiente.
A partir de 2011, dedicou-se à pesquisa de materiais ecológicos, culminando em 2012 na construção do primeiro domo geodésico de 10 m com sistema de conexão próprio. Esta estrutura manteve-se íntegra por quatro anos sob exposição direta às intempéries no Sítio Geranium (DF), colapsando apenas após uma intervenção de engenharia externa que cobriu a estrutura com ferro e cimento para reforma do telhado, rompendo a flexibilidade biomecânica do sistema. Em parceria com a Imperveg, consolidou o sistema de Poliuretano Vegetal de Mamona aplicado ao bambu, tecnologia validada em estudos empíricos e aplicada em larga escala.
Desde julho de 2018, coordenou o projeto PEAC 60224 (UnB/IFB), criando o Laboratório de Pesquisas em Construções e Fazeres Sustentáveis (LaPeCFaZ). Em parceria com o IBRAM (Memorando SEI-GDF Nº 13/2018), realizou o manejo de espécies invasoras na Estação Ecológica de Águas Emendadas (ESECAE). Foi neste período, no IFB-Planaltina (coordenação do Prof. Dr. Vincente Virgilino), que o primeiro forno protótipo para a Biorrefinaria de Bambu foi concebido, permitindo o tratamento térmico com vapor saturado enriquecido com extrato pirolenhoso. O projeto integral seria financiado pelo FDD (Fundo de Direitos Difusos) em proposta de R$ 7,5 milhões submetida em outubro de 2018. Contudo, os recursos nunca foram liberados.
Em 2024, solicitou a rescisão de seu contrato de incubação com o CEFET-MG (Processo 23062.028549/2023-34) em protesto ao descaso acadêmico com a tecnologia do bambu apresentada, sugerindo um desvio de foco na pesquisa de uso do bambu como aditivo ao asfalto. Em setembro de 2025, protocolou manifestos à Casa Civil e ao MMA (Protocolo Fala.BR 02303.015641/2025-46) contra a omissão estatal na regulamentação da Lei 12.484/11 e a captura política por uma frente parlamentar, MAPA e instituições civis sem representatividade consistente - Manifestação respondida sem esclarecer os fatos, aguardando resposta até a presente data. No mesmo ano, foi sumariamente desligado da BambuBR por divergências éticas, citando o artigo científico de Araújo et al. (2025) (Brazilian Journal of Science) para fundamentar a denúncia contra o uso de tratamentos tóxicos (CCA/CCB) particados pelo setor e recomendados pela instituição. A diretoria tratou a questão com descaso e flagrante negacionismo científico.
Competências Convergentes com a Plataforma
- Educação ambiental popular — 40 anos de oficinas comunitárias.
- Tecnologia do bambu — Desenvolvimento do sistema de solda vegetal com PU de Mamona e prototipagem de biorrefinarias.
- Gestão e Advocacia — Elaboração de propostas complexas (CFDD) e manifestações técnico-jurídicas ao Estado.
- Soberania Científica — Documentação via GitHub e identificadores DOI (Zenodo) para blindagem da tecnologia de código aberto.
Salto de Carreira na Plataforma
Após décadas de prototipagem e enfrentamento de incoerências institucionais, a Plataforma representa a primeira oportunidade de levar o sistema à escala industrial. É a resposta operacional à omissão do Estado, transformando o bambu nativo em ativo de soberania econômica e ambiental para a região amazônica, sob a governança ética e técnica do Protocolo da Plataforma.
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🎋 Takwara — Tecnología del Bambu para la Soberania Amazónica Perfil 01 | Fabio Takwara — Creador de la Tecnología Takwara takwaratec.github.io/projetos | CC BY 4.0
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